Busca Inútil
Alina Naslausky/ março/2001
No afã de me encontrar          
andei pelos quatro cantos do mundo.
Corri praias, montanhas, vales,
sempre em busca de um sinal.
Nesta busca tresloucada Alguns amigos eu fiz, mas seria impossível inimigos não fazer.
Vi muita gente invejosa, muita gente esperançosa, pessoas batalhadoras, pessoas aproveitadoras.
Quanta gente ciumenta neste mundo de Deus! Ciúmes de sentimentos, ciúmes de outras pessoas, ciúmes da liberdade, ciúmes do que não têm.
Observei muitos exemplos, tanto os bons quanto os ruins. Aprendendo a sobreviver apesar da solidão.
Descobri o que é a dor De perder entes queridos. Lamentei o que não fiz, chorei o que perdi, comemorei o realizado e me orgulhei do meu passado.
Mas o tempo, inexorável, Sussurrava ao meu ouvido: "Perdes tempo com essa busca! Viva a vida enquanto existo! "
E a vida fui vivendo da forma que mais me convinha. Entre trabalho, diversão e amores Construi o meu castelo.
Entre os muros do castelo, presa a fatos consumados, presa a fugas irreais, presa a sonhos não sonháveis, continuei minha busca.
Minha busca infindável...
E o tempo, sempre o tempo, Continuava a sussurrar: "Olha em volta, bem pertinho. Olha pra dentro de ti. Olha o que conseguiste! Tua busca terminou."
Que triste a sina minha! Passei a vida em busca do meu Eu verdadeiro, do meu Eu interior para no final da vida descobrir que, com essa busca inútil, o Tempo levou minha vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clique no coraçãozinho abaixo e recomende esta poesia para seus amigos.

Escolha a página e clique no botão ENTRAR